Lição 07: A Obra do Filho EBD

Lição 07: A Obra do Filho EBD
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Você já parou para pensar que o maior ato de poder da história não foi Jesus subir ao trono…
mas descer da glória?

Nesta lição, nós vamos contemplar o Filho eterno que se humilhou, o Cordeiro que se ofereceu em nosso lugar e o Rei que foi exaltado acima de tudo e de todos.
Não estamos falando apenas de doutrina, estamos falando de redenção, autoridade e vida transformada.

Se você quer entender por que Jesus é suficiente, por que não há outro caminho, e por que todo joelho ainda se dobrará diante dEle, então fique conosco nesta lição poderosa:
A Obra do Filho.

Assista até o final, porque esta verdade não informa apenas… ela confronta, consola e transforma.

INTRODUÇÃO

Quando falamos da Obra do Filho, não estamos tratando apenas de um evento histórico ocorrido há dois mil anos. Estamos falando do centro de toda a fé cristã, do coração do Evangelho, do ponto onde a eternidade toca o tempo e a justiça encontra a misericórdia.

Jesus Cristo não veio apenas para nos ensinar como viver
Ele veio para resolver aquilo que jamais poderíamos resolver por nós mesmos.

A Bíblia nos apresenta um movimento impressionante:
o Filho eterno desce, entrega-se, e depois é exaltado soberanamente.
Nada nisso é acidental. Nada é improviso. Tudo faz parte de um plano eterno.

Na humilhação, vemos o coração de Deus revelado.
Na redenção, vemos a justiça satisfeita.
Na exaltação, vemos a vitória final garantida.

Filipenses 2 nos mostra que Jesus não foi forçado à cruz
Ele escolheu obedecer.
Hebreus nos ensina que Ele não ofereceu um sacrifício simbólico
Ele ofereceu a si mesmo.
E a mesma Escritura afirma que aquele que foi humilhado agora reina, governa e voltará em glória.

Essa lição nos chama a mais do que compreensão teológica.
Ela nos chama a uma resposta.

Agora pense comigo:

Se Cristo se humilhou voluntariamente por nós,
como podemos viver uma fé orgulhosa?

Se sua obra é completa e suficiente,
como podemos tentar acrescentar algo à cruz?

E se Ele foi exaltado soberanamente,
como podemos viver como se Jesus fosse apenas uma opção e não o Senhor?

Ao estudarmos A Obra do Filho, somos convidados a alinhar nossa mente, nossa fé e nossa vida
com Aquele que se humilhou para nos salvar,
morreu para nos redimir
e reina para nos conduzir à glória.

Nesta lição, eu não o chamo apenas a aprender; eu o chamo a viver o Evangelho.

I – A HUMILHAÇÃO VOLUNTÁRIA DO FILHO

  1. A submissão de Cristo

Paulo não começa falando da cruz; ele começa falando da mente.
“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2.5).

A palavra usada por Paulo não se refere apenas a emoção, mas a modo de pensar, disposição interior, postura diante da vida. Cristo não apenas obedeceu, Ele escolheu obedecer.

E aqui está um ponto essencial:
Jesus se submete ao Pai sem jamais deixar de ser Deus.
Ele não é menor, não é inferior, não é menos poderoso.
Ele é igual em essência, glória e eternidade, mas assume, voluntariamente, um lugar de obediência na missão da redenção.

Isso nos ensina algo profundo sobre o Reino de Deus:
submissão bíblica não é desvalorização, é expressão de amor e propósito.

Essa verdade também ilumina nossos relacionamentos. Paulo usa Cristo como referência quando fala de marido e esposa. Assim como Jesus se submeteu ao Pai sem perder dignidade, a submissão ensinada nas Escrituras nunca comunica inferioridade. E, da mesma forma, assim como Cristo cuida, protege e entrega a vida pela sua Igreja, o marido cristão não domina, ele serve, ama e se sacrifica.

No Reino, ninguém é diminuído por servir.
Pelo contrário: servir é o caminho da semelhança com Cristo.
Ter a mente de Cristo é aprender a abrir mão do ego, do direito de sempre ter razão e da necessidade de controle. É escolher a obediência a Deus mesmo quando ela custa conforto, aplauso ou vantagem pessoal.
Submeter-se como Cristo não é perder valor, é revelar o caráter do Reino.

  1. O esvaziamento de sua glória

Paulo nos leva ainda mais fundo quando afirma que Jesus, “sendo em forma de Deus”, não se apegou aos seus direitos, mas “esvaziou-se a si mesmo”.

Aqui vemos um contraste poderoso entre Adão e Cristo.

Adão, sendo homem, desejou ser como Deus.
Cristo, sendo Deus, escolheu tornar-se servo.

O pecado nasce quando a criatura quer subir ao trono.
A redenção começa quando Deus decide descer até nós.

Jesus não abriu mão de sua divindade, mas abriu mão de seus privilégios. Ele não veio exigir honra, mas oferecer vida. Não veio para ser servido, mas para servir. O esvaziamento revela não fraqueza, mas domínio próprio absoluto.

Esse contraste expõe a natureza de Cristo:
onde Adão buscou exaltação, Cristo escolheu humilhação;
onde Adão pensou em si, Cristo pensou no próximo;
onde Adão caiu, Cristo venceu.


O Espírito nos convida a examinar: onde ainda insistimos em “subir”? Onde buscamos reconhecimento, controle, status ou aprovação? O caminho de Cristo continua sendo o mesmo: descer para servir, abrir mão para amar, perder para ganhar.
Cristo não perdeu glória ao se esvaziar; Ele revelou quem Deus realmente é.

  1. Obediência sacrificial até a cruz

A humilhação de Cristo não foi apenas teórica; ela foi vivida até as últimas consequências.
“Humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.”

A cruz não foi um acidente no plano de Deus.
Foi o ponto mais alto da obediência.

Jesus não morreu como vítima indefesa, mas como Cordeiro voluntário. Ele foi conduzido ao matadouro em silêncio não por fraqueza, mas por amor. Sua obediência foi completa: da manjedoura ao Calvário.

Enquanto o primeiro Adão trouxe condenação pela desobediência, Cristo trouxe justiça por meio de sua perfeita submissão. Nossa salvação não está fundamentada em nossa fidelidade, mas na fidelidade dEle.

E isso muda tudo:
obedecemos não para conquistar aceitação,
mas porque já fomos aceitos;
não para pagar uma dívida,
mas porque a dívida já foi paga.


Seguir a Cristo implica obedecer mesmo quando dói, mesmo quando não entendemos tudo, mesmo quando a cruz parece pesada. A obediência cristã não é barganha; é resposta de gratidão a quem nos amou primeiro.

II – A OBRA REDENTORA DO FILHO

  1. Um sacrifício plenamente eficaz e perfeitamente eficiente

Quando falamos da obra redentora de Cristo, precisamos afirmar algo sem medo:
Jesus não apenas tentou salvar, Ele salvou.

No Antigo Testamento, o sistema levítico funcionava, mas não resolvia.
Era eficiente em apontar o problema, mas ineficaz em removê-lo definitivamente.
O sangue de animais cobria o pecado temporariamente, mas não transformava o coração nem satisfazia plenamente a justiça divina.

Cristo, porém, foi plenamente eficaz, porque atingiu o alvo: a remoção real do pecado.
E foi perfeitamente eficiente, porque realizou isso de uma vez por todas, sem repetição, sem complemento, sem correção posterior.

A cruz não foi um remendo espiritual.
Foi uma solução definitiva.

Quando Jesus declarou “Está consumado”, Ele estava afirmando que nada ficou pendente:
a culpa foi tratada, a dívida foi paga, a justiça foi satisfeita e o acesso a Deus foi aberto.

Isso nos livra de duas armadilhas: tentar “pagar” pelo nosso pecado com obras, ou viver carregando uma culpa que Cristo já levou. Quem confia na obra de Jesus descansa, adora e vive em gratidão.

A cruz não foi simbólica, foi eficaz; não foi parcial, foi perfeita.

  1. A substituição vicária: o pagamento pleno do pecado

O perdão bíblico não é Deus “fazendo vista grossa” para o pecado.
O perdão exige que a justiça seja satisfeita.

A Escritura é clara:
o pecado gera morte,
a culpa exige punição,
e alguém precisa assumir o lugar do culpado.

Por isso, a redenção exige substituição vicária, alguém justo morrendo no lugar do injusto.

Mas aqui está o ponto decisivo:
nem qualquer pessoa poderia ocupar esse lugar.

Para que o perdão fosse pleno, o remidor precisava cumprir requisitos impossíveis para qualquer ser humano comum:

Precisava ser verdadeiramente homem, para representar a humanidade.
Precisava ser sem pecado, pois um culpado não pode pagar por outro.
Precisava ter valor eterno, porque a ofensa foi contra um Deus eterno.
Precisava derramar sangue, porque vida paga vida.
Precisava ser mediador legítimo, capaz de representar Deus e os homens.
E precisava oferecer-se voluntariamente, não por obrigação, mas por amor.

Nenhum sacerdote, nenhum animal, nenhum ser humano cumpria tudo isso.
Somente Jesus cumpriu todos os requisitos em uma única pessoa.

Ele é homem, mas também é Deus.
É santo, mas também é próximo.
É juiz justo, mas também Cordeiro sacrificial.

Por isso, Ele não apenas possibilitou o perdão, Ele o garantiu.

Se Jesus cumpriu todos os requisitos, NADA, eu repito NADA mais precisa ser acrescentado à cruz.

III – A EXALTAÇÃO GLORIOSA DO FILHO

A história não termina na cruz.
A cruz foi o caminho, a exaltação foi o destino.

Aquele que se humilhou voluntariamente, que se esvaziou por amor e que morreu em nosso lugar, foi exaltado soberanamente por Deus. A exaltação de Cristo não é apenas um retorno ao céu, mas a entronização do Rei. Ele não voltou como servo; Ele assentou-se à direita do Pai, em posição de autoridade, honra e domínio absoluto.

Deus lhe deu um nome que está acima de todo nome. Isso significa que nenhuma autoridade, poder espiritual, sistema humano ou força do mal se compara a Cristo. Seu nome carrega autoridade real, não simbólica. É por isso que a Igreja ora, prega, cura e vence em nome de Jesus. O céu reconhece esse nome, o inferno o teme e a criação inteira se submeterá a Ele.

Historicamente, nenhum nome atravessou tantos séculos, povos e culturas quanto o nome de Jesus. Imperadores caíram, impérios desapareceram, filosofias foram esquecidas, mas o nome de Jesus continua conhecido, falado, amado ou rejeitado em todas as nações. Isso confirma o que a Escritura já dizia: Deus lhe deu um nome acima de todo nome.

A Escritura afirma que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. Alguns fazem isso hoje, voluntariamente, pela fé. Outros o farão naquele dia, diante do juízo. Mas a soberania de Cristo será reconhecida por todos. A exaltação do Filho garante que o mal não vencerá, que a morte não terá a última palavra e que a Igreja não será derrotada.

E essa exaltação também aponta para o futuro. O mesmo Cristo exaltado voltará em glória. Ele virá buscar os que o esperam, consumar a redenção e estabelecer definitivamente o seu Reino. Para a Igreja, essa não é uma mensagem de medo, mas de esperança. O Rei reina agora e reinará para sempre.

Viver à luz da exaltação de Cristo é viver em submissão, confiança e esperança. Se Ele reina, não precisamos viver dominados pelo medo. Se Ele governa, podemos descansar. Se Ele voltará, precisamos viver em santidade, fidelidade e expectativa.

Aquele que se humilhou para nos salvar agora reina para sempre, e voltará para buscar os seus.

CONCLUSÃO

Ao contemplarmos a Obra do Filho, somos levados do céu à cruz, e da cruz ao trono.
Jesus se humilhou voluntariamente, não por fraqueza, mas por amor.
Entregou-se em sacrifício eficaz e perfeito, não apenas para possibilitar o perdão, mas para garanti-lo de forma eterna.
E aquele que desceu até o ponto mais baixo agora reina exaltado acima de tudo e de todos.

Nada na nossa fé é construído sobre sentimentos ou esforços humanos, mas sobre uma obra completa, suficiente e gloriosa. A cruz resolveu o nosso passado, o trono governa o nosso presente e a volta de Cristo garante o nosso futuro.

Diante dessa verdade, não somos chamados apenas a admirar Jesus, mas a viver para Ele.
A viver em humildade, porque Ele se humilhou.
A viver em gratidão, porque Ele nos redimiu.
E a viver em esperança, porque Ele reina e voltará.

Vivamos como servos daquele que se fez Servo por nós e como cidadãos do Reino daquele que reina para sempre.

Amém!

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Ozeias Silva

Amo Deus acima de tudo e estou apaixonado por compartilhar Sua Palavra e pregar a Verdade. Como professor na EBD, presbítero e líder dos jovens na Assembleia de Deus Min Belém, em Araraquara, estou comprometido em ajudar os outros a crescerem em sua fé.