Lição 06: O Filho como Verbo de Deus EBD

Lição 06: O Filho como Verbo de Deus EBD
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Você já parou para pensar quem é Jesus antes da manjedoura?
Antes de Belém, antes da cruz, antes do tempo existir… Ele É.

O Evangelho de João começa de um jeito diferente dos outros, porque ele não começa na história, ele começa na eternidade.
Ele nos apresenta Jesus como o Verbo, a Palavra viva de Deus, Aquele por quem tudo foi criado, em quem há vida, e cuja luz jamais foi vencida pelas trevas.

Mas o mais impressionante é isso: o Verbo se fez carne.
O Deus invisível se tornou visível.
O eterno entrou no tempo.
E o Criador decidiu habitar entre as suas criaturas.

Nesta lição, você vai entender quem Jesus é, o que Ele faz e o que muda quando o Verbo entra na nossa história.
Fique conosco, porque conhecer o Verbo é conhecer o próprio Deus.

INTRODUÇÃO

Quando pensamos em Jesus, muitas vezes começamos nossa reflexão a partir do Natal, da cruz ou dos Evangelhos Sinópticos. Mas João nos conduz por um caminho mais profundo. Ele nos leva antes da criação, antes do tempo, antes da matéria existir.

Ao dizer “No princípio era o Verbo”, João não está apenas abrindo um livro, ele está abrindo uma revelação. Ele quer que entendamos que Jesus não é apenas um personagem da história, nem somente um grande mestre moral. Ele é Deus eterno, coexistente com o Pai, participante ativo da criação e a revelação plena do próprio Deus.

Essa mensagem era revolucionária no contexto do primeiro século. Os gregos falavam de um logos impessoal, uma força racional que organizava o universo. Os gnósticos falavam de seres intermediários entre Deus e os homens. Mas João rompe com todas essas ideias e declara:
O Logos não é uma força. O Logos é uma Pessoa. E essa Pessoa é Deus.

Mais do que isso: esse Verbo eterno não permaneceu distante. Ele não falou apenas por profetas ou sinais. Ele se fez carne. Deus decidiu se revelar não apenas em palavras, mas em uma vida. Em Jesus, vemos o caráter do Pai, a graça do Pai e a verdade do Pai caminhando entre nós.

E isso não é apenas uma verdade teológica para ser compreendida, é uma verdade espiritual para ser vivida.
Se o Verbo é Deus eterno, nossa fé não está apoiada em sentimentos passageiros.
Se o Verbo é Criador, nossa vida não é fruto do acaso.
Se o Verbo se fez carne, então Deus se importa profundamente com a nossa realidade.

Nesta lição, somos convidados não apenas a entender quem é o Verbo, mas a responder a Ele. Porque o mesmo Verbo que criou todas as coisas ainda fala hoje, trazendo vida, luz e revelação para todo aquele que crê.

I – O VERBO COMO DEUS ETERNO

Quando João afirma: “No princípio, era o Verbo”, ele não está apenas marcando um ponto no tempo, ele está negando qualquer começo para Jesus.
Esse “princípio” não é o início da criação, mas o limite da nossa compreensão. Antes que houvesse matéria, espaço ou tempo, o Verbo já existia.

Isso confronta diretamente uma ideia muito comum até hoje: a de que Jesus teria começado a existir em Belém. A manjedoura não é o início de Cristo, é apenas o momento em que o eterno entrou na história. O Filho não passou a existir; Ele passou a ser visto.

João continua dizendo que “o Verbo estava com Deus”. Aqui somos levados para dentro do mistério da Trindade. O Filho não é uma energia, nem uma manifestação temporária do Pai. Ele é Pessoa, distinta do Pai, vivendo em comunhão eterna, face a face, num relacionamento perfeito de amor e unidade. Isso nos ensina que Deus nunca foi solitário. Antes de criar qualquer coisa, Deus já vivia em perfeita comunhão.

E então João faz a declaração mais ousada: “o Verbo era Deus”. Não um deus menor. Não um ser criado. Não um intermediário. O Verbo compartilha da mesma essência divina do Pai. Tudo o que Deus é, o Filho também é. Por isso, quando olhamos para Jesus, não estamos vendo uma cópia de Deus, estamos vendo o próprio Deus revelado.

Se Jesus é Deus eterno, nossa fé não está baseada em uma filosofia religiosa, mas em uma Pessoa divina. Isso muda a forma como oramos, como confiamos e como obedecemos. Não seguimos Jesus apenas como exemplo moral; nos rendemos a Ele como Senhor soberano da nossa vida.

Quando a vida parece fora de controle, quando o futuro é incerto e o presente é confuso, lembrar que Cristo é eterno nos traz descanso. O tempo não governa Jesus. As crises não surpreendem o Verbo. A história não o limita.

Se o Verbo é eterno e é Deus, então nossa fé não repousa no tempo, repousa na eternidade.

II – O VERBO COMO CRIADOR, VIDA E LUZ

Depois de afirmar quem o Verbo é, João agora mostra o que o Verbo faz. E isso é fundamental, porque na Bíblia ser e agir caminham juntos. A identidade do Verbo se revela também por suas obras.

João declara: “Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez”. Aqui não há exceções. Tudo o que existe, visível ou invisível, teve sua origem no Verbo. Isso exclui qualquer ideia de que Jesus seja parte da criação. Ele não está dentro do universo; Ele está antes do universo. O Criador não depende da criação para existir.

Mas João vai além da matéria e toca no mais profundo da existência humana ao dizer: “Nele estava a vida”. A vida aqui não é apenas biológica, mas a zoē, a vida plena, verdadeira, que procede de Deus. Isso significa que longe de Cristo até podemos existir, mas não vivemos de fato. Sem o Verbo, a vida perde o sentido; com o Verbo, a vida encontra seu propósito.

E João completa: “A vida era a luz dos homens”. A luz revela, orienta e expõe. Jesus não veio apenas para iluminar caminhos: Ele é a própria Luz. Onde o Verbo chega, as trevas não têm a palavra final. O pecado, a ignorância espiritual e o engano não conseguem dominar a Luz de Cristo. As trevas podem resistir, mas nunca vencer.

Isso nos ensina que o verdadeiro problema do ser humano não é apenas moral ou emocional, é espiritual. Precisamos mais do que conselhos; precisamos de luz. Precisamos mais do que sobreviver; precisamos de vida. E essa vida não está em sistemas, filosofias ou religiosidade vazia, está em Cristo.

Se há áreas da nossa vida em trevas, a solução não é adaptar a escuridão, mas permitir que a Luz entre. A presença do Verbo transforma ambientes, decisões e destinos.

Onde o Verbo governa, até aquilo que estava morto começa a resplandecer.

III – O VERBO COMO REVELAÇÃO PLENA DO PAI

Depois de João nos mostrar quem o Verbo é e o que o Verbo faz, ele chega ao ponto mais alto do seu prólogo: o Verbo se fez carne.
Aqui não estamos apenas diante de uma doutrina, estamos diante de um escândalo santo. O Deus eterno, invisível e inacessível decidiu entrar na história humana.

Quando João afirma que o Verbo “habitou entre nós”, ele usa uma expressão que remete ao tabernáculo do Antigo Testamento. Assim como Deus habitava no meio de Israel, agora Ele habita entre os homens de forma ainda mais profunda. Não em uma tenda, não atrás de um véu, mas em uma pessoa: Jesus Cristo.
O invisível se tornou visível. O eterno se tornou tocável. Deus se fez próximo.

E João diz: “vimos a sua glória”. Essa glória não se manifesta como espetáculo, mas como graça e verdade. Em Cristo, Deus não apenas revela Seu poder, mas Seu caráter. Não apenas Sua santidade, mas Seu amor redentor. Jesus não veio só para mostrar como Deus age; Ele veio para mostrar como Deus é.

Por isso João conclui dizendo que ninguém jamais viu a Deus, mas o Filho o revelou plenamente. Tudo o que precisamos saber sobre o Pai, Seu amor, Sua justiça, Sua misericórdia, e Sua verdade está perfeitamente revelado em Cristo. Quem olha para Jesus não vê um retrato parcial de Deus, mas a revelação completa.

Isso muda profundamente nossa fé. Não precisamos imaginar como Deus pensa ou age. Não precisamos construir imagens de Deus baseadas em experiências pessoais ou tradições humanas. Se queremos conhecer o Pai, olhamos para o Filho.
Nossa espiritualidade não é baseada em especulação, mas em revelação. Seguir Jesus é caminhar na direção certa, porque Ele é a expressão exata do coração do Pai.

Conhecer a Cristo não é apenas aprender sobre Deus, é relacionar-se com Deus.

CONCLUSÃO

Ao longo desta lição, aprendemos que Jesus não é apenas alguém que veio de Deus, Ele é Deus. O Verbo eterno, Criador de todas as coisas, fonte da vida e luz dos homens, decidiu se fazer carne para nos revelar o Pai.

Isso nos leva a uma pergunta inevitável: o que faremos com essa revelação?
Não é possível ouvir sobre o Verbo e permanecer neutro. Ou nos rendemos a Ele, ou permanecemos nas trevas. Ou recebemos a vida que Ele oferece, ou continuamos apenas existindo.

Talvez você conheça a Bíblia, frequente a igreja e até admire Jesus. Mas João nos mostra que o Verbo não veio apenas para ser estudado, Ele veio para ser recebido. A luz não veio para condenar, mas para salvar. A vida não veio para excluir, mas para restaurar.

Hoje, o Verbo ainda fala. Ele chama pecadores ao arrependimento, cansados ao descanso e corações vazios à verdadeira vida.
Se você deseja conhecer a Deus de verdade, não precisa ir além de Cristo. Quem recebe o Filho, recebe o Pai. Quem crê no Verbo, recebe a vida eterna.

Se hoje você entende que precisa dessa vida, dessa luz e dessa revelação, abra o coração para Jesus. Receba o Verbo. Caminhe na luz. Viva a vida que só Ele pode dar.

Porque quando o Verbo entra na história de alguém, tudo muda, para sempre.

Amém!

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Ozeias Silva

Amo Deus acima de tudo e estou apaixonado por compartilhar Sua Palavra e pregar a Verdade. Como professor na EBD, presbítero e líder dos jovens na Assembleia de Deus Min Belém, em Araraquara, estou comprometido em ajudar os outros a crescerem em sua fé.